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Isla de los Pinguinos

domingo, 20 de dezembro de 2009

Nossa, o dia de ontem foi o que se pode chamar de ANIMAL! Mas também de sensacional, fantástico, incrível, inesquecível. A visita à Isla de los pinguinos fez o passeio pela Ría, feito no dia anterior, parecer excursao de escola primária. Nesse passeio, que durou o dia todo, eu me senti como se estivesse numa missao da National Geographic, tendo acesso a lugares da natureza muito privilegiados que só poucas pessoas conhecem e podem visitar.

Éramos apenas 8 visitantes (mais os dois tripulantes) no barco e fomos para a boca da Ría, onde o Rio Deseado encontra o mar. Lá passamos por uma ilha de rochas repleta de famílias de lobos marinhos (machos e seus haréns de fêmeas com seus filhotes). Descobrimos que os machos raptam fêmeas para formar um harém e nem todos os filhos da família sao do maioral. As fêmeas ficam apenas 19 dias por ano sem estar grávidas e precisam cuidar dos seus filhotes, uma vez que os machos estao apenas interessados em manter e aumentar seus haréns.

Um macho jovem se exibindo

Um macho jovem se exibindo

No passeio do dia anterior eram duas ou 3 famílias. Aqui eram dezenas, e a gente pôde ficar bem pertinho. Depois passamos pela Isla Chata, onde está a maior colônia de cormorans imperiais que se tem notícia. A ilha é mesmo impressionante. O roteiro previa apenas o contorno, mas como o dia estava perfeito, sem nuvens e sem vento, ganhamos um desembarque e uma visita. É inacreditável a quantidade de pássaros, nunca tinha visto nada parecido, nem em filmes.

Parada na Isla Chata

Parada na Isla Chata

Isla Chata: nunca vi tantos pássaros

Isla Chata: nunca vi tantos pássaros

Isla Chjata: Eles têm que usar fotos aéreas para contar a populacao

Isla Chata: Eles têm que usar fotos aéreas para contar a populacao

Por fim, o objetivo final do passeio: a Isla de los Pinguinos. Passamos umas 4 horas andando por ela, e o que se pode dizer é que onde nas outras ilhas têm capim, aqui tem pinguins. A gente tem que caminhar bem devagar, pois há ninhos deles por toda parte. Há também filhotes de um outro pássaro enorme, que come filhotes de pinguins (é seu maior predador).

Isla de los Pinguinos: pinguins magalânicos indo apressados ao farol

Isla de los Pinguinos: pinguins magalânicos indo apressados ao farol

Esse passarinho vai comer pinguins filhotes quando crescer

Esse passarinho vai comer pinguins filhotes quando crescer

Isla de los Pinguinos: o musgo aqui é alaranjado

Isla de los Pinguinos: o musgo aqui é alaranjado

Ainda vimos, na ilha, uma colônia de lobos marinhos solteiros, que nao conseguiram roubar nenhuma femea dos outros haréns e por isso sao exilados, junto com os velhos aposentados que nao têm mais condicoes de manter suas fêmeas em seguranca.

Mas o melhor mesmo ficou para o final: a visita à colônia dos Pinguins de penacho amarelo, uma das poucas fora da Antártida. O bichinho é tao estiloso que faz até pose para tirar fotos. Como recebem pouquíssimas visitas, sao muito curiosos e chegam bem pertinho da gente (dá até vontade de pegar no colo).

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Essas luzes sao um charme, nao sao?

Pinguin do penacho amarelo fazendo pose

Pinguin do penacho amarelo fazendo pose

Eu fazendo pose com os pinguins

Eu fazendo pose com os pinguins

No almoco (sanduíches e sucos numa clareira improvisada), um dos guias sacou de sua mochila uma cuia de chimarrao e preparou o mate ali mesmo. Os estrangeiros todos ficaram muito curiosos (nunca tinham visto), mas todo mundo tomou o mate para experimentar. No final, um holanes muito engracado disse que aquilo estava parecendo uma rodinha de baseado e que o mate devia ser muito forte mesmo, pois ele estava vendo pinguins por toda parte.

Para completar, na volta ainda fomos seguidos por 5 golfinhos (eles chamam de toninas) que ficaram fazendo graca em volta do barco.

Nossos companheiros de viagem

Nossos companheiros de viagem

Um dia para lembrar, o dia em que fui uma exploradora da National Geographic, bem como eu tinha imaginado quando era pequena…

Zenóbia na Casa de Pau

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nesse feriado, o Conrado e eu fomos para a estrada, apesar do Moto Road que rolou em Florianópolis. Rodamos até Campinas (SP) para ver a família e, na estrada, uma paisagem chamou atenção. Na serra que usamos para cortar caminho, que vai de Juquiá até Sorocaba, paramos num estabelecimento chamado pitorescamente de “Casa de Pau” (era de bambu, na verdade) para esticar as pernas e ir ao banheiro. Mas olha só a pintura que tinha na entrada! Era uma representação de Zenóbia, segundo a obra, uma das rainhas mais belas do seu tempo. Que fim, heim, Zenóbia? Por que será que escolheram você para guardar a porta do banheiro? Deve ser por isso que a cara dela está tão desanimada…

Casa de pau

Casa de pau

Entrada do banheiro feminino

Entrada do banheiro feminino

Detalhe da rainha Zenóbia

Detalhe da rainha Zenóbia

Mapa do passeio de páscoa

segunda-feira, 13 de abril de 2009


2009 Serra Rio Rastro

2009 Serra Rio Rastro

Clique no mapa para usar os recursos do Google Maps.

Páscoa radical

domingo, 12 de abril de 2009

Aproveitamos o feriado para cair na estrada! Como na sexta-feira o Conrado precisou fazer a revisão na moto dele (final de semana que vem vamos a São Paulo), ficamos só com dois dias que valeram por 10!

Saímos às 10 horas de sábado rumo a São Bonifácio, uma cidadezinha fofa encravada no interior do Estado. A estrada estava linda, florida e, principalmente, calmíssima. Olha só a igreja evangélica do município…

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Dali, seguimos por uma estradinha de terra cheia de curvinhas e cidadezinhas. O começo estava bem legal, pois o chão batido facilitava a pilotagem. O duro é que dos 50 km, 48 eram de uma areinha solta muito sem-vergonha e os veículos locais andam por lá no maior pau (levamos alguns sustos). Cheguei no asfalto exaurida, às 3 da tarde.

Casa alemã

Casa alemã

Mais uma casa antiga e linda

Mais uma casa antiga e linda

Adorei essa caminhonete

Adorei essa caminhonete

Não sei em que vilarejo ficava essa igrejinha, pois não tinha placa com o nome do lugar.

Igrejinha de Rio Sete.

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A melhor parte de uma estrada linda (e cansativa!).

Como não achamos nenhum lugar para comer no caminho, acabamos devorando um sonho em uma padaria em São Ludgero, às 4 da tarde. Passamos por Lauro Muller e Orleans e finalmente começamos a subir a Serra do Rio do Rastro. Fazia muitos anos que eu tinha passado por lá, e de carro. Nossa, com aquela luz de fim de tarde, a paisagem era indescritível. O único porém é que eles estão fazendo obras na rodovia e, justamente no trecho mais curvilíneo da serra há vários pontos em meia pista, justamente nas curvas mais acentuadas. A foto de baixo não é minha (achei-a em vários lugares na Internet, por isso não sei a fonte certa), mas já dá para ter uma idéia da encrenca.

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Você chega em uma curva cotovelo fechadíssima e bem no meio dela a pista se interrompe, forçando prosseguir pela contramão sem ter a menor noção se vem alguém descendo. Um perigo!

Em compensação, quando a gente chega lá em cima, em Bom Jardim da Serra, olha só que vista mais linda!

Curvas da Serra do Rio do Rastro

Curvas da Serra do Rio do Rastro

Apertando bem os olhos dá para ver o mar

Apertando bem os olhos dá para ver o mar

Tem vista mais linda? Prêmio para quem conseguiu subir...

Tem vista mais linda? Prêmio para quem conseguiu subir...

Cansadíssimos, rodamos mais 80 km até Lages, onde a gente já conhecia um hotel com uma ótima pizzaria bem ao lado (o Le Cannard). Chegamos às 20h30 exaustos, esfomeados, sujos e muito, muito felizes. O coelhinho foi muito bacana com a gente esse ano…