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Parada técnica

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sim, eu sei. Estamos devendo mais viagens e atualizações no site e no blog. É que esse primeiro ano em Berlin foi de muitas mudanças; a gente realmente planejava fazer uma grande viagem em agosto, mas por motivos de força maior, não foi possível. O roteiro está pronto (aliás, mais de um) e a gente teve que mandar as moças para a hibernação agora, pois logo vai começar a nevar.

Mas é só começar a esquentar um pouco no ano que vem (lá para maio ou junho) que a gente volta a rodar. Em agosto vai ter sim a grande viagem prometida, se tudo der certo (e há de dar).

Enquanto isso vamos postando aqui algumas curiosidades motociclísticas do Velho Mundo.

Por ora, fiquem com essa linda que encontrei na rua esses dias.

Motoboy alemão é outra coisa…

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Olha a moto do moço que faz os serviços gerais de uma instaladora de alarmes em Berlin. É mole?

Duas motos em Dessau

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Como dia 3 de outubro (segunda-feira) foi feriado aqui na Alemanha (data da reunificação), aproveitamos o fim de semana para dar uma volta de moto. O destino era Leipzig (próximo post), mas resolvemos passar em Dessau, que ficava no caminho, para conhecer a primeira escola de design da história, a Bauhaus. A kilometragem (ida e volta) foi pouco mais de 500 km. É que não dava para ir mais longe por causa da revisão dos 1.000 km da minha moto.

Na verdade, a Staatliches Bauhaus começou em Weimar em 1919 (ainda vou até lá, está na lista). Walter Gropius, o cérebro por trás do negócio, convidou artistas e arquitetos para bolar um jeito de projetar produtos já pensando em como seria a produção em série desses objetos. Tinha gente do naipe de Paul Klee, Wassily Kandinski, Marcel Breuer e Mies van der Rohe, só para citar alguns mais conhecidos. A ideia era que curso permeasse a arquitetura, a arte e o design, sem subdivisões entre essas áreas (Viu gente? No começo era essa coisa linda, todo mundo junto, sem brigas!). O processo criativo acontecia por meio de workshops, com muita experimentação (célula embrionária do design thinking).

Uma curiosidade é que Bauhaus, em alemão, significa literalmente “casa de construção” e na Alemanha inteira tem uma rede gigante de lojas de material de construção com esse nome, olha só.

Pois a instituição funcionou em Weimar até 1925, quando se mudou para Dessau, cidade mais industrializada, com mais potencial para sustentar a escola e aproveitar a mão-de-obra gerada lá. Os caras fizeram e aconteceram; tudo o que a gente vê hoje no projeto gráfico e de produto tem alguma referência de lá. Eles praticamente inventaram o design como o conhecemos hoje.

Bom, a questão é que, com a guerra e a tomada de poder pelos nazistas, o pessoal da Bauhaus passou a ser visto como um incômodo; imagina só um bando de gente esquisita que queria mudar o mundo duvidando dos padrões pré-estabelecidos, querendo criar coisas novas e métodos revolucionários; eles eram vistos como degenerados. Não tinha como. Foi então que começou o desmonte. Em 1932 a escola se mudou para Berlin e ficou só um ano.

Os principais professores começaram a emigrar para os Estados Unidos para evitar perseguições e a coisa foi ficando bem mais difícil de sustentar. Até convidaram uns ex-alunos para fundar a escola de Ulm, mas o projeto, iniciado em 1953, terminou em 1968 por causa de guerras de egos, brigas internas, política e todo tipo de complicação administrativa.

Mas, a despeito da história tão curta, a Bauhaus já tinha deixado a sua marca e espalhado sua semente pelo mundo.

A escola de Dessau foi quase que completamente destruída durante a segunda guerra e o campus foi aberto novamente, depois de uma cuidadosa restauração, em 1976; os prédios de Weimar e Dessau foram tombados pela UNESCO em 1996 como Patrimônio da Humanidade.

As instalações em Dessau são muito interessantes e dá até uma certa comoção de pisar lá dentro, andar pelas salas de aula e passear pelos prédios que serviam de moradia para esses visionários. Preciso ressaltar que o acervo da exposição permanente é bem pobre e até meio decepcionante, apesar das peças icônicas. Passeei pelo campus e vi os prédios dos laboratórios e a biblioteca; enfim, foi muito preciosa a sensação de andar por lá (apesar da maioria dos prédios estar fechado, pois era sábado véspera de feriado nacional).

Hoje eles oferecem apenas alguns cursos de pós-graduação e a produção não é nem sombra do que já foi; tenho inclusive minhas dúvidas se a equipe atual faz jus ao nome que carrega. Mas o prédio e as lembranças estão lá em uma verdadeira aula de história, para nos recordar para sempre onde foi que tudo começou.

Olha as duas motos atrás da cadeira, lá embaixo, no estacionamento da Bauhaus...

Você pode ver todas as fotos diretamente no Flickr (clique aqui).

Primeira viagem das duas motos no velho mundo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Já faz dois finais de semana que fizemos o passeio, mas só agora consegui postar por causa da conexão de internet. Saímos num sábado de manhã de Berlin (13 de agosto) e voltamos no domingo. Foram pouco mais de 600 km (ida e volta) para testar os brinquedos novos (delícia!).

O passeio foi pela Ilha de Rügen, que fica no Mar do Leste (também conhecido por Mar Báltico) e pertence à Alemanha (essa pequenininha que fica bem ao norte da Alemanha, no mapa). Fomos pelas estradinhas vicinais (mais interessantes) e voltamos pela Autobahn (não deu para “se divertir” muito porque os motores ainda estão amaciando).

Para entrar na ilha pegamos uma balsa; voltamos pela ponte que liga a Ilha ao continente (aliás, a cidadezinha do continente pareceu bem interessante — merece uma segunda visita).

A ilha de Rügen é considerada o balneário chique da Alemanha. Foi o primeiro lugar do país onde virou moda tomar banho de mar (até o século XIX, essa prática não era bem vista em quase nenhum país do mundo). Aí os nobres (incluindo o imperador da época) começaram a construir “casas de praia” que são um arraso; a tradição continuou e hoje os ricaços passam o verão aqui. Basicamente muita família com crianças e idosos.

As bicicletas dominam o trânsito, tanto nas estradas como nas praias e vilarejos. Todo mundo pedala muito por aqui, o que é uma delícia.

Praticamente todas as construções do balneário são pintadas de branco, o que realmente dá uma paz enorme, em conjunto com os jardins muito bem cuidados, como é de praxe no país. Na cidade principal, Binz, a praia é cercada por uma alameda linda, toda arborizada e cheia de restaurantes bacanas. A gente não conseguiu ver a ilha toda, vamos ter que voltar de qualquer maneira. Show de passeio de final de semana!!

Tem como não ficar contente? Na balsa, rumo à Ilha de Rügen

Campos de feno; preparando o lugar para o inverno

Vê se não é a estrada do paraíso…

Esse calçamento deve ser antiquíssimo

Tudo muuuuito bem sinalizado

Olha, até que as praias não ficam devendo muito para as nossas não...

A questão é que nesse dia de verão, estava 22 graus...

Essas cabaninhas fofas são para proteger do vento. Não é puro glamour?

Mais cabaninhas chiquérrimas... Mas bom mesmo seria não ter vento, né?

No fim do dia, cada um tranca sua cabana e vai tomar uns bons drink... luxo! Alguns aproveitam para uma DR.

Casas brancas, cachorros fofos e flores coloridas. Cenário de filme...

As sacadas são todas assim, caprichadíssimas!

No fim do dia tem baile na praça. Como não amar?

Pois é, agora que já esquentamos os motores, vamos tentar passear mais nos finais de semana, quando o tempo ajuda (com chuva não tem muita graça, né?). A gente só tem praticamente até outubro para aproveitar, porque depois começa o inverno e aí as nossas máquinas hibernam (olha só que legal, as motos podem pagar o imposto correspondente apenas à metade do ano, já que elas não rodam na outra metade).

As fotos também estão no Flickr. Quem quiser vê-las com melhor resolução ou em slideshow, é só clicar aqui.

Até a próxima!!

Welcome to the top!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Esse é o nome da revista publicada pela Top Car (rede de revendedoras BMW em Santa Catarina), lançada na semana passada. Pois o Conrado e eu ganhamos nada menos que 6 páginas de reportagem; as fotos são todas do Michel Téo Sin. Olha só que bacana (é só clicar nas imagens para ampliá-las).

Lição de tipografia

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

As casas aqui são numeradas de um jeito muito estiloso; as placas também têm o nome da rua (algumas, até o nome da família). Olha só uma amostra. Show, né?

San Antonio Pink

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os guias de viagem já tinham relatado o fenômeno e, se a gente for ver, é mesmo: San Antonio de Areco tem muitas casas pintadas de rosa. Deve ser para combinar com os lindos buquês de flores das azaleias que invadem a cidade nessa época do ano. Coisa linda de se ver!

Essa cidade tem estilo


Buquê gigante combinando com a casa


Algumas são mais clarinhas


Aqui era a distribuidora da Coca-Cola

Cachorros e laranjas

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

San Antonio de Areco parece cenário de novela de época; as casas, os carros, os jardins, tudo parece bem antigo. De fato, essa é uma das primeiras cidades fundadas na Argentina, considerada o coração do Pampa.

O personagem principal aqui é o gaúcho, sempre cercado por cavalos e objetos de couro. Há muitos ateliers especializados em objetos de prata e, nos meses de novembro, há uma grande festa temática bem tradicional.

A gente deu umas voltas pela praça e arredores e deu sorte de ser ciceroneado por quatro perros muito simpáticos, que só desviavam um pouco a atenção quando tinham que cumprir seu ofício (latir freneticamente e correr para todo carro, moto ou bicicleta que passava).

Uma coisa que chamou atenção foi que a cidade é cheia de laranjeiras e todas estão carregadíssimas de frutas maduras a ponto de apodrecerem no chão. Fartura de laranjas e perros amigos. Já gostei do lugar…

Conrado e nossos anfitriōes numa galeria bem estilosa


O pessoal aqui anda bastante de bike


Alguns até combinam a cor da bicicleta com a da casa. Um luxo!


Essa padaria funciona desde 1922!


A praça


Parece que esse carrinho vermelho saiu de um filme...

Amanhã tem mais, galere!

Girassois em Santa Rosa

domingo, 2 de janeiro de 2011

Estamos num hotel de beira de estrada em Santa Rosa, ainda na Argentina. Quando chegamos, vi que tinha uma plantação de girassois num campo próximo e não resisti. Pena que tinha uma cerca que não deu para pular, então não tem nenhum close dessas flores lindas…




Um bosque muito raro

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Hoje, depois do café, pegamos um ônibus e fomos até o porto. O objetivo era pegar um barco para visitar (segundo eles) o único bosque de arrayanes do mundo. Arrayane é uma árvore da família das goiabeiras e jabuticabeiras que cresce muito devagar. O tronco se alarga apenas 1 mm por ano. No bosque, a média de idade das árvores era de 200 anos, mas havia exemplares de 650 anos!

O tronco é cor de canela, um amarelo escuro dourado. Quando a gente toca na árvore, dá para sentir que ela é bem fria, porque retém muita umidade para sobreviver. No final de janeiro, começa a florada (flores brancas) e depois de março vêm os frutos (imagino que deva ser parecido com uma jabuticaba). O bosque é muito lindo mesmo, digno de uma visita demorada.

Companheiros de ponto de ônibus


Lugarzinho feio e com comida ruim..eheheh


Barco que nos levou ao bosque


Árvores raras e antigas


Um lugar muito especial


Tem lugar lindo nesse mundo que a gente nem imagina...


Muitos lagos

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Essa região não é conhecida por seus lagos à toa; acho que nunca vi tantos juntos. Aqui a foto de alguns pelos quais passamos no caminho.

Lago Espejo

Lago Espejo


Lago Correntoso


Quarto com vista para o lago Nahuel Huapi

Vista para o lago

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ontem cruzamos os duzentos e poucos quilômetros entre Puerto Varas (Chile) e Villa La Angostura (Argentina) e a diferença foi brutal. Saímos com 12 graus de temperatura, muito vento e chuva; foi só atravessar a Cordilheira para ver o céu limpinho e experimentar 30 graus.

O Paso Cardenal Samoré é lindo e curvilíneo como todos, mas não é muito alto (menos de 1.400 m). O caminho é todo pontuado por lagos enormes e de um azul profundo.

Villa Langostura, onde estamos agora, é bem parecida com Bariloche e San Martin de los Andes; casas de madeira em estilo alpino, lojas de chocolate e muitas flores. A gente queria uma pousada com vista para o lindíssimo lago Nahui Huapi e encontramos uma a 7 km do vilarejo, num bairro chamado Punta Manzano.

A hosteria é encravada na costa e quase desaparece em meio aos pinheiros; tem piscina aquecida com vista para o lago e a vista da janela do quarto é de tirar o fôlego. Ontem à tarde houve uma tempestade de verão e foi lindo ver o lago mudar de cor várias vezes.

Só não vou dizer que é perfeita porque a internet é bem errática e postar tem sido um exercício de paciência.

Vamos passar o reveillon aqui e seguir para Neuquén, de volta para casa, no primeiro dia do ano.

Até lá, é só dureza mesmo…ehehe…

Vida dura...

O vulcão e o zorrito

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ficamos sabendo que dava para subir o vulcão Osorno até um pedaço e levamos as duas motos para lá. Para minha felicidade, a estrada era toda asfaltada (sim, porque ninguém merece uma pirambeira empinada daquelas com pedrinhas soltas).

Chegando lá, ainda subimos até bem perto do topo por um teleférico e deu para dar uma caminhada por aquelas bandas (vista espetacular). Foi uma baita canseira, porque as botas e as roupas pesadas não são propriamente feitas para isso…

Na descida, visitamos a Laguna Esmeralda, que é uma cratera extinta e tem esse nome por causa da cor da água. Fica dentro de um parque protegido muito bem cuidado; encontramos até um zorrito, espécie de raposa bem pequena. Eu cheguei bem pertinho do bicho, que é um fofo…

As duas motos olhando para o vulcão Calbuco


As duas motos pertinho do topo do Osorno


Casalzinho sofredor....eheheh...


Vista do teleférico (uauuuu!!!)


Vulcão escondido atrás das árvores da laguna Esmeralda


Bichinho mais lindo!


Linnnnndo!!!

Puerto Varas

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Puerto Varas é uma graça; praticamente uma rua à beira do belíssimo lago Llanquihué com vista para os vulcōes Osorno e Calbuco. Como todas as cidades na região dos lagos, as rosas são abundantes. Ficamos em um hotel na costanera (beiramar, ou, no caso, beira lago…) de onde dava para ver o lago e os vulcōes. Cenário de filme mesmo!

A cidade e as flores


Osorno e o barquinho vermelho

Vulcão Osorno


Esse vulcão é muito fotogênico


Esse é o Calbuco


Aqui e come muuuuito bem...


Praia com vulcão; taí uma coisa que eu nunca tinha visto...


Inacreditável! Praia lotada com 13 graus de temperatura (imagina a água)!

Rosas, palafitas e madeira

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Em Castro, Chiloé, para todo canto onde a gente olha tem rosas daquelas enormes e maravilhosas. Aqui, rosa é como capim, todo pedacinho de chão tem o seu quinhão (aliás, até onde me lembro, toda a região é assim, incluindo o lado argentino).

As palafitas são o orgulho local, tem até mirante com banquinhos para contemplá-las. E as casas, todas, são de madeira.

Um lugarzinho lindo, colorido e muito florido (até a estrada é idílica…). Para que mais?

Casas coloridas de madeira


Rosas e casas coloridas


Até a catedral é de madeira



A cidade vista de cima


Rosas e palafitas


Esse hotel se chama Unicórnio Azul. Adorei!


Mais casas coloridas


Mais palafitas

Chegamos a Chiloé!

domingo, 26 de dezembro de 2010

A 65 km de Puert Montt fica a balsa que nos levou a Chiloé. A ilha é comprida como Florianópolis, mas muito maior. São 105 km para chegar até Castro, que é a capital, e fica mais ou menos no meio (a balsa atraca numa ponta).

Há várias cidadezinhas por toda a orla e absolutamente TODAS as casas são feitas de madeira (até mesmo o quartel dos bombeiros!). São lindas, antiquíssimas e bem coloridas. A Villa San Antonio de Chacao, onde tiramos as fotos que seguem, foi fundada em 1567!

Olha só que casinhas lindas…

Mais Puerto Montt

domingo, 26 de dezembro de 2010

A gente estava tão cansado e o quarto do hotel tinha uma vista tão espetacular que decidimos ficar mais um dia. Aproveitamos para visitar o mercado público (pena que a maioria das lojas estava fechada por causa do feriado) e comer coisas gostosas. Aliás, estou enchendo a cara de cerejas (adoro!).

A gente TEVE que ficar mais um dia...

Vista do mecado público, que fica no porto

Maré baixa no puert de Puerto Montt

As placas apresentam os donos de um jeito bem peculiar

Como resistir a Don Lalo e Sra?

As cozinhas dão vista para os corredores do mercado, onde estão as mesas

Vai uma salada de centolla?

Ou, quem sabe, um marisco?

Essa trouxa branca do lado direito é pura lã...

Puerto Montt

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Chegamos hoje a Puerto Montt e estamos no décimo andar com vista para o oceano pacífico (nao é mole não, a gente cruzou o continente). A cidade parece meio caótica, mas tem seu charme.

Vista da janela do restaurante onde jantamos

Vista da recepcao do hotel, que fica no 11o. andar (alguem ja viu recepcao na cobertura?)

Essa é a catedral da cidade, construída em 1856, todinha de madeira.

Essa escultura tem uns 4 m de altura e é meio bizarra. Minha interpretacao da obra: ele está contando para ela que está apaixonado pelo professor de ingles (dela)...

Paso Pino Hachado

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cruzar a Cordilheira dos Andes sempre é muito emocionante, mesmo que o Paso (nome que se dá às estradas que cruzam a cordilheira) não seja tão alto (o Paso Pino Hachado tem 1832 m de altitude). 

Saímos de Neuquen tarde (umas 10 da manhã) porque estávamos bem cansados. Pegamos ventos patagônicos na estrada, daqueles em que a moto tem que velejar para não tombar. Depois de um trecho desértico, começou o paso propriamente dito. O cenário muda radicalmente, é como se a gente estivesse entrando num comercial de TV, com cenários perfeitos e deslumbrantes, de emocionar mesmo. 

Esse paso fica numa região chamada e Araucanias, por causa das araucárias, muito comuns no lugar. Há esculturas naturais de pedras, rios de degelo, vulcōes e montes nevados. A estrada é bem sinuosa. Só que o vento continuou a mil por todo o caminho; ao parar, a gente tinha que se cuidar para o capacete não sair voando. 

Isso tudo com alguns trechos de rípio (um deles com uns 10 km) bem chatos, com camadas grossas de brita que fazem a moto rebolar. Com o vento era praticamente impossível andar em linha reta ou fazer curvas planejadas. Suei em bicas, mas não caí nenhuma vez! 

Ficamos um tempão nas aduanas argentina e chilena (é muito papelzinho para ser carimbado) e depois ainda teve um túnel de 4,5 km (túnel Las Raices), bem estreito, de apenas uma pista. 

No final do dia ainda pegamos uns 100 km de autoestrada (foram 531 km no total). A sorte é que, as 9h30 da noite, em Temuco demos de cara um Holliday Inn Express, aqueles hoteis de rede americana maravilhosos (o Conrado tem até cartão fidelidade). Uma cama king size é tudo para dois motociclistas caindo aos pedaços. 

Deserto mesmo...

Teve até travessia de rebanhos de carneiros com pastores

Carneirinhos muito fofos

Surpresas na pista

Duas motos em um cenário de filme

Olha o monte nevado ao fundo...

Olha que flores lindas!

Mais Ria Deseado

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mais algumas fotos da Ria Deseado, tiradas com outra maquina e um angulo diferente.

Gaivotas em conselho ...

Gaivotas em conselho ...

Mamae gaivota com Junior.

Mamae gaivota com Junior.

Gaivota pensando na vida.

Gaivota pensando na vida.

Putz, pisei na caca ...

Putz, pisei na caca ...

Ligia feliz no meio dos bichos.

Ligia feliz no meio dos bichos.