Parada técnica

5 de novembro de 2012 | Lígia Fascioni

Sim, eu sei. Estamos devendo mais viagens e atualizações no site e no blog. É que esse primeiro ano em Berlin foi de muitas mudanças; a gente realmente planejava fazer uma grande viagem em agosto, mas por motivos de força maior, não foi possível. O roteiro está pronto (aliás, mais de um) e a gente teve que mandar as moças para a hibernação agora, pois logo vai começar a nevar.

Mas é só começar a esquentar um pouco no ano que vem (lá para maio ou junho) que a gente volta a rodar. Em agosto vai ter sim a grande viagem prometida, se tudo der certo (e há de dar).

Enquanto isso vamos postando aqui algumas curiosidades motociclísticas do Velho Mundo.

Por ora, fiquem com essa linda que encontrei na rua esses dias.

Motoboy alemão é outra coisa…

5 de novembro de 2012 | Lígia Fascioni

Olha a moto do moço que faz os serviços gerais de uma instaladora de alarmes em Berlin. É mole?

Lavação de moto suja

27 de maio de 2012 | Lígia Fascioni

Pois é, depois da viagem ao Allgäu, as meninas ficaram imundas. Mas aqui em Berlin custa € 40,00 para mandar lavar cada uma. Sem chance.

Então, como é que o pessoal aqui faz? Bom, tem postos específicos para a lavação de carros e motos (aliás, é proibido lavar carros e motos na rua de casa, pois o sistema pluvial não está preparado para tratar detergentes). O jeito é botar a mão nas máquinas mesmo.

No posto em que a gente foi havia 8 boxes com essa função, era só entrar na fila (sim, tem fila). Você leva o sabão de casa (tem um tipo especial que não precisa esfregar, é só passar o spray), passa, coloca a moedinha no aparelho e recebe o jato de água na mangueira por alguns segundos. Se precisar de mais, é só colocar mais moedas. Lavar as duas motos ao mesmo tempo é vantagem; gastamos € 3,00 para lavar tudo em menos de 5 minutos. Bacana, né?

Para quem tem carro, ainda há aspiradores de pó disponíveis (na verdade, mangueiras enormes iguais às de água). Também funcionam à base de moedinhas.

Pena que os alemães são tão sérios para essas coisas; fazem tudo bem rápido e vão embora. Fosse no Brasil, com aquele movimento todo, já teria uma rodinha de pagode e o povo se divertindo e fazendo uma “social”…eheheh

Com todo mundo hoje morando em apartamento (e quem mora em casa jogando detergente na rede pluvial), taí uma ideia boa para se inspirar, né?

Você escolhe o tipo de jato que quer (tem uma placa ao lado com uma longa descrição de cada um), põe a moeda e aperta o botão. Pronto, já dá para sair água da mangueira.

Olha que moço bonito esse que está lavando as motos :)

Alguém tinha que ficar com as mãos secas para documentar o processo, né?

Para quem tem carro, é só usar um desses super-aspiradores-de-pó.

Feriado alpino

21 de maio de 2012 | Lígia Fascioni

A gente aproveitou que dia 18 (quinta-feira) foi feriado aqui na Alemanha (Petencostes, seja lá o que isso signifique) e levou as duas motos para passear. As pobres estavam desde outubro do ano passado hibernando; depois de um longo e geladíssimo inverno, as moças foram bem contentes para a estrada.

Eram apenas 4 dias, mas valeram por muitos! Fomos à região do Allgäu (lê-se Algói), que fica no sul da Alemanha, aos pés dos Alpes. Boa parte do Allgäu fica na Bavária e limita-se ao sul pelos Alpes, fazendo fronteira com a Áustria, e ao oeste com o Bodensee, também conhecido por Lago Constance.

Na verdade, não foram só as duas motos não. Tanto na estrada como no Allgäu, o que mais se viu foi motos saindo felizes da longa hibernação. Todos os tipos, cores, idades, tamanhos, formas e marcas (claro que a maioria era BMW). Às vezes em tribos, às vezes em casais (como nós), às vezes solitárias. Mas eram muitas centenas, com certeza.

Bom, mas voltando ao passeio, os Alpes são cadeias montanhosas como a Cordilheira dos Andes (nossa velha e querida conhecida), mas menos extensas e mais baixas. Os Alpes fazem fronteira com a Alemanha, Áustria, Eslovênia, França, Suíça, Itália, Lichestein e Mônaco. A gente visitou o pedaço entre o lado alemão e o austríaco. Aliás, o Império Austro-Húngaro (atual Áustria) e a Prússia (atual Alemanha) já dominaram esse pedaço do continente. Com as guerras e com a unificação da Alemanha, a Áustria, antes tão poderosa, foi perdendo pedaços e acabou ficando um país pequeno e discretíssimo; quase não dá para notar a diferença com a Alemanha (eram quase o mesmo povo, na verdade). Tudo muito lindo e caprichado no último.

Já o Lago Constance faz fronteira com a Alemanha, Suíça e Áustria. Além de lindo, o lugar é importante, entre outras coisas, porque na região é que foi fabricado e testado o famoso dirigível Zeppelin. O museu existe até hoje e tem um dirigível para fazer passeios sobre o lago (o vôo mais baratinho, de 30 minutos, sai por 200 Euros/pessoa; não foi dessa vez, mas a gente chega lá….).

Bom, tirando o dia para ir e o outro para voltar (são mais de 700 km desde Berlin), sobraram 2 dias. No primeiro, sexta-feira, visitamos o Bodensee e a linda região até lá, cheia de clubes, estações de esqui (sem neve nessa época do ano), plantações, paisagens de tirar o fôlego e estradinhas sem ter fim, de um verde profundíssimo. Gente, como a Alemanha é um país verde! Não é a toa que o Green Peace nasceu aqui; são muitas florestas, matas, pastos, gramados, plantações, tudo muito bem cuidado.

Visitamos o monte Pfänder, na cidade de Bregenz, lado austríaco. Sobe-se com um bondinho igual ao do Pão de Açúcar e dá para ver boa parte do lago. O dia estava feinho (até choveu), mas o Instagram deu um jeito de fazer as fotos saírem boas…

No dia seguinte (sábado), fomos aos Alpes (entramos e saímos da Áustria tantas vezes que até perdi a conta; não tinha nem aduana, só plaquinhas na estrada mesmo). Gente, que lugar mais cinematográfico! As cidadezinhas e estações de esqui pareciam de brinquedo, de tão lindinhas. E nem estava tão frio; passeio tranquilíssimo.

Bom, depois a gente vai fazer o tradicional relatório com mapas, GoogleEarth, distâncias, hoteis, restaurantes, fotos e informações gerais para postar lá no site duasmotos.com. Por ora, fiquem com a amostra, só com fotos do Instagram (no site vai ter mais; pois acabamos de chegar e não deu para fazer ainda a curadoria do acervo).

As duas motos com os Alpes ao fundo

Todas as vaquinhas têm sinos enormes pendurados no pescoço; dá para ouvir a sinfonia de longe...

Como era verde o meu vale...

Lago Contance visto no monte Pfänder

Delicadezas para os caminhantes e ciclistas que passam pela estrada

Parece cenário de brinquedo

Nem estava tão frio

Quer conhecer um pouquinho mais do Allgäu? Então sobre aí na garupa, clica aqui e vai direto no Flickr.

Só paga quando usa

7 de outubro de 2011 | Lígia Fascioni

Pois é, além de ser mais consciente para gastar o dinheiro que arrecada com os impostos, o governo alemão (e acho que de outros países europeus) é mais coerente também na hora de cobrá-los.

Como aqui neva durante muitos meses do ano e as motos não rodam nesse período, o imposto equivalente ao IPVA daqui é cobrado proporcionalmente ao tempo de circulação. Quando você licencia a moto pode escolher quais os meses em que vai pagar (só não vale rodar fora do período previsto). Isso tudo fica anotado na placa da moto, olha só o exemplo abaixo.

Os números 03 e 10 indicam os meses que limitam o período de uso: quer dizer que a moto pode rodar de março a outubro.

Não é bacana mesmo? Bem que aí no Brasil também podia ser assim, a gente escolher os meses que quer rodar e pagar o imposto proporcionalmente.

Dono de posto consciente

7 de outubro de 2011 | Lígia Fascioni

Olha só que engraçado; na viagem de ida fomos por estradas vicinais para curtir mais a paisagem. Aí paramos em um posto de gasolina em que o dono era fanático por motocicletas (aliás, encontramos vários viajeiros no caminho, desde grupos bem grandes até casais sozinhos).

Pois olha só que bacana o banheiro do posto; apesar de minúsculo, tinha um suporte especial para capacetes. Boa ideia para ser imitada em todos os lugares, né? Os motociclistas agradecem…

Duas motos em Leipzig

7 de outubro de 2011 | Lígia Fascioni

As duas motos numa das áreas de descanso da Autobahn

Nossa, às vezes fico assustada com a minha ignorância sobre história. Ainda bem que o Conrado sabe muito e me explica os lances todos. Lembro que em 1989, quando caiu o muro de Berlin, eu fazia estágio, estava enlouquecida com as provas de eletrônica do último semestre da faculdade e os preparativos da formatura; um perfeito modelo da alienada. Soube que o tal famoso muro tinha caído, mas não ficou nenhum registro além. Agora, pouco a pouco, vou conhecendo os outros capítulos e tendo uma ideia da dimensão do acontecimento.

A gente passou o último final de semana em Leipzig, no coração da Saxônia, e aprendi muita coisa. E me comovi, me emocionei muito, cheguei até a chorar. Visitamos o museu da cidade que conta um pouco da história com fotos, imagens e objetos.

Tá, mas por que Leipzig? A história toda não se desenrolou em Berlin?

Bom, vamos do começo: o museu dá uma geral sobre as duas guerras, com ênfase na segunda. Saldo de mortos: 62 milhões. Caramba, é gente demais! Eu não tinha ideia desse número. Era um tal de pegar a população de um país como a Polônia, por exemplo, e avisar para 2 ou 3 milhões de pessoas que elas tinham 2 dias para dar o fora. Já pensou?

Bom, horrores à parte, acabou a tal guerra, a Alemanha perdeu, mas não se rendeu. Então pegaram o país e dividiram entre os vencedores: um pedaço para os EUA, outro para a França, outro para a Inglaterra e o último naco para a antiga União Soviética. Pois a URSS queria implantar o regime socialista; destruiu o que restou dos palácios (símbolos da burguesia) e construiu prédios horrorosos no lugar (é de doer os olhos mesmo). Os outros países meio que deixaram a coisa solta; queriam que a Alemanha se desenvolvesse para ser um modelo de como o capitalismo poderia dar certo (e para ser um mercado consumidor também, é claro). Bom, aí o pessoal começou a ver que do lado ocidental (capitalista), a vida parecia melhor e mais confortável e começou a se mudar para lá. Aos montes. O tempo todo. Sem parar.

Os russos ficaram (com razão) preocupados com a emigração massiva e decidiram fechar as fronteiras da parte que era deles. Do dia para a noite, em Berlin, passaram um arame farpado onde existia a delimitação, até então, apenas virtual e depois construíram o tal muro, com a desculpa que era para proteger o seu lado das más influências dos outros.

Tinha partes da fronteira que passava por dentro de prédios. Pois eles simplesmente expulsaram as famílias que viviam lá e emparedaram todas as janelas. Os vídeos mostram o desespero das pessoas, que já tinham passado pelo terror do nazismo e não precisavam de mais isso, né? Tem até um vídeo que mostra um soldado fugindo, saltando por cima do arame farpado para o outro lado.

Bom, Leipzig ficou do lado da Alemanha que pertencia à URSS. A cidade, completamente destruída pela guerra, hoje tem a arquitetura toda irregular. Partes antigas, lindíssimas, foram restauradas como eram; e convivem lado a lado com algumas monstruosidades da arquitetura comunista e outras tentativas mal sucedidas de modernidade. Imagine uma cidade em colapso total onde os homens todos morreram. As mulheres tiveram que carregar pedras para limpar as ruas, reconstruir tudo e arrumar um jeito de alimentar os filhos. Dureza.

Com a guerra fria, a situação econômica e política foi ficando bem complicada e a pressão era grande. Então o pessoal que se reunia na Igreja de São Nikolai (compartilhada por católicos e protestantes) começou um movimento pacífico e muito inteligente: todas as segundas-feiras eles se reuniam para rezar (e protestar contra o regime). Claro que qualquer tentativa de manifestação era tratada à bala pelos soldados e não foi pouca gente que morreu por falar o que não devia. Mas o governo nada podia fazer com a multidão andando pelas praças rezando e segurando velas nas mãos. A cada segunda-feira, o movimento aumentava mais, até  que a cidade inteira começou a participar. Depois, veio gente de todas as partes e aquela massa humana gigante começou a chamar atenção. Os líderes políticos não sabiam o que fazer, pois era um movimento totalmente pacífico — as pessoas só oravam e caminhavam juntas. A pressão ficou tão grande que o partido comunista não conseguiu segurar e sucumbiu ao movimento que resultou na queda do muro, em novembro de 1989 e, consequentemente, o primeiro passo para a reunificação do país.

Coisa forte. Emocionante, né?

E a igreja de San Nikolai, fundada em 1165, nem é tão bonita quanto importante

As outras fotos estão lá no Flickr. Para vê-las, é só clicar aqui.

Duas motos em Dessau

7 de outubro de 2011 | Lígia Fascioni

Como dia 3 de outubro (segunda-feira) foi feriado aqui na Alemanha (data da reunificação), aproveitamos o fim de semana para dar uma volta de moto. O destino era Leipzig (próximo post), mas resolvemos passar em Dessau, que ficava no caminho, para conhecer a primeira escola de design da história, a Bauhaus. A kilometragem (ida e volta) foi pouco mais de 500 km. É que não dava para ir mais longe por causa da revisão dos 1.000 km da minha moto.

Na verdade, a Staatliches Bauhaus começou em Weimar em 1919 (ainda vou até lá, está na lista). Walter Gropius, o cérebro por trás do negócio, convidou artistas e arquitetos para bolar um jeito de projetar produtos já pensando em como seria a produção em série desses objetos. Tinha gente do naipe de Paul Klee, Wassily Kandinski, Marcel Breuer e Mies van der Rohe, só para citar alguns mais conhecidos. A ideia era que curso permeasse a arquitetura, a arte e o design, sem subdivisões entre essas áreas (Viu gente? No começo era essa coisa linda, todo mundo junto, sem brigas!). O processo criativo acontecia por meio de workshops, com muita experimentação (célula embrionária do design thinking).

Uma curiosidade é que Bauhaus, em alemão, significa literalmente “casa de construção” e na Alemanha inteira tem uma rede gigante de lojas de material de construção com esse nome, olha só.

Pois a instituição funcionou em Weimar até 1925, quando se mudou para Dessau, cidade mais industrializada, com mais potencial para sustentar a escola e aproveitar a mão-de-obra gerada lá. Os caras fizeram e aconteceram; tudo o que a gente vê hoje no projeto gráfico e de produto tem alguma referência de lá. Eles praticamente inventaram o design como o conhecemos hoje.

Bom, a questão é que, com a guerra e a tomada de poder pelos nazistas, o pessoal da Bauhaus passou a ser visto como um incômodo; imagina só um bando de gente esquisita que queria mudar o mundo duvidando dos padrões pré-estabelecidos, querendo criar coisas novas e métodos revolucionários; eles eram vistos como degenerados. Não tinha como. Foi então que começou o desmonte. Em 1932 a escola se mudou para Berlin e ficou só um ano.

Os principais professores começaram a emigrar para os Estados Unidos para evitar perseguições e a coisa foi ficando bem mais difícil de sustentar. Até convidaram uns ex-alunos para fundar a escola de Ulm, mas o projeto, iniciado em 1953, terminou em 1968 por causa de guerras de egos, brigas internas, política e todo tipo de complicação administrativa.

Mas, a despeito da história tão curta, a Bauhaus já tinha deixado a sua marca e espalhado sua semente pelo mundo.

A escola de Dessau foi quase que completamente destruída durante a segunda guerra e o campus foi aberto novamente, depois de uma cuidadosa restauração, em 1976; os prédios de Weimar e Dessau foram tombados pela UNESCO em 1996 como Patrimônio da Humanidade.

As instalações em Dessau são muito interessantes e dá até uma certa comoção de pisar lá dentro, andar pelas salas de aula e passear pelos prédios que serviam de moradia para esses visionários. Preciso ressaltar que o acervo da exposição permanente é bem pobre e até meio decepcionante, apesar das peças icônicas. Passeei pelo campus e vi os prédios dos laboratórios e a biblioteca; enfim, foi muito preciosa a sensação de andar por lá (apesar da maioria dos prédios estar fechado, pois era sábado véspera de feriado nacional).

Hoje eles oferecem apenas alguns cursos de pós-graduação e a produção não é nem sombra do que já foi; tenho inclusive minhas dúvidas se a equipe atual faz jus ao nome que carrega. Mas o prédio e as lembranças estão lá em uma verdadeira aula de história, para nos recordar para sempre onde foi que tudo começou.

Olha as duas motos atrás da cadeira, lá embaixo, no estacionamento da Bauhaus...

Você pode ver todas as fotos diretamente no Flickr (clique aqui).

A pedidos

26 de agosto de 2011 | Lígia Fascioni

O povo pediu para ver como são as novas duas motos, então, ei-las!

Mesmos modelos, só que zeradas

Primeira viagem das duas motos no velho mundo!

26 de agosto de 2011 | Lígia Fascioni

Já faz dois finais de semana que fizemos o passeio, mas só agora consegui postar por causa da conexão de internet. Saímos num sábado de manhã de Berlin (13 de agosto) e voltamos no domingo. Foram pouco mais de 600 km (ida e volta) para testar os brinquedos novos (delícia!).

O passeio foi pela Ilha de Rügen, que fica no Mar do Leste (também conhecido por Mar Báltico) e pertence à Alemanha (essa pequenininha que fica bem ao norte da Alemanha, no mapa). Fomos pelas estradinhas vicinais (mais interessantes) e voltamos pela Autobahn (não deu para “se divertir” muito porque os motores ainda estão amaciando).

Para entrar na ilha pegamos uma balsa; voltamos pela ponte que liga a Ilha ao continente (aliás, a cidadezinha do continente pareceu bem interessante — merece uma segunda visita).

A ilha de Rügen é considerada o balneário chique da Alemanha. Foi o primeiro lugar do país onde virou moda tomar banho de mar (até o século XIX, essa prática não era bem vista em quase nenhum país do mundo). Aí os nobres (incluindo o imperador da época) começaram a construir “casas de praia” que são um arraso; a tradição continuou e hoje os ricaços passam o verão aqui. Basicamente muita família com crianças e idosos.

As bicicletas dominam o trânsito, tanto nas estradas como nas praias e vilarejos. Todo mundo pedala muito por aqui, o que é uma delícia.

Praticamente todas as construções do balneário são pintadas de branco, o que realmente dá uma paz enorme, em conjunto com os jardins muito bem cuidados, como é de praxe no país. Na cidade principal, Binz, a praia é cercada por uma alameda linda, toda arborizada e cheia de restaurantes bacanas. A gente não conseguiu ver a ilha toda, vamos ter que voltar de qualquer maneira. Show de passeio de final de semana!!

Tem como não ficar contente? Na balsa, rumo à Ilha de Rügen

Campos de feno; preparando o lugar para o inverno

Vê se não é a estrada do paraíso…

Esse calçamento deve ser antiquíssimo

Tudo muuuuito bem sinalizado

Olha, até que as praias não ficam devendo muito para as nossas não...

A questão é que nesse dia de verão, estava 22 graus...

Essas cabaninhas fofas são para proteger do vento. Não é puro glamour?

Mais cabaninhas chiquérrimas... Mas bom mesmo seria não ter vento, né?

No fim do dia, cada um tranca sua cabana e vai tomar uns bons drink... luxo! Alguns aproveitam para uma DR.

Casas brancas, cachorros fofos e flores coloridas. Cenário de filme...

As sacadas são todas assim, caprichadíssimas!

No fim do dia tem baile na praça. Como não amar?

Pois é, agora que já esquentamos os motores, vamos tentar passear mais nos finais de semana, quando o tempo ajuda (com chuva não tem muita graça, né?). A gente só tem praticamente até outubro para aproveitar, porque depois começa o inverno e aí as nossas máquinas hibernam (olha só que legal, as motos podem pagar o imposto correspondente apenas à metade do ano, já que elas não rodam na outra metade).

As fotos também estão no Flickr. Quem quiser vê-las com melhor resolução ou em slideshow, é só clicar aqui.

Até a próxima!!

Oportunidade imperdível

22 de maio de 2011 | Lígia Fascioni

Novidade quentíssima: o Conrado e eu vamos nos mudar para Berlin, Alemanha, em julho desse ano. Então, as duas motos vão começar a explorar o velho mundo, olha só que coisa mais bacana!

Eu já vendi a minha lindona e o Conrado, apesar do coração partido, está com a dele à venda. Apesar de ser 2007 e estar com 63.000 km rodados, está uma verdadeira teteia (afinal, o dono sempre teve o maior cuidado na manutenção; ele tem os manuais originais em alemão e segue tudo à risca). Na verdade, ele não queria se desfazer dessa linda, mas é o único jeito de comprar outra lá (já temos uma viagem programada para final de setembro; aguardem!).

Como na Europa é tudo mais perto, podemos fazer mais viagens por ano (mas não vai ser mais em dezembro, pois com neve não dá para andar).

Vamos voltar ao Brasil algumas vezes a trabalho (tanto eu como ele) e é uma pena que não dê para ter motos aqui e lá. Mas vai ser muito legal, vamos para a terra onde essas máquinas maravilhosas são feitas e tenho certeza que quem acompanha nossas viagens vai gostar.

Dados da moto:

BMW R1200 GS Adventure

Ano: 2007

quilometragem: 63.500 km

Inclusos: freio ABS, controle de tração, manoplas aquecidas e computador de bordo

Acompanha: baús laterais originais em alumínio.

Quem tiver interesse, é só escrever para conrado@duasmotos.com.

Corram, pois só tem uma!

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ATUALIZAÇÃO: A moto já foi vendida e as duas motos novas já estão encomendadas. Aguarde novidades, em outubro já tem viagem programada!

Demorou, mas saiu!

27 de fevereiro de 2011 | Lígia Fascioni

Esse começo de ano está bem corrido, por isso a gente não tinha conseguido terminar o relatório da viagem de 2010 para a Ilha de Chiloé (Chile) no site duasmotos. Não tinha, porque agora já está tudo lá, bem explicadinho para quem quiser curtir as fotos ou repetir a façanha. Clica aqui e sobe na garupa. Você vai gostar, eu agarantio!!

Welcome to the top!

25 de fevereiro de 2011 | Lígia Fascioni

Esse é o nome da revista publicada pela Top Car (rede de revendedoras BMW em Santa Catarina), lançada na semana passada. Pois o Conrado e eu ganhamos nada menos que 6 páginas de reportagem; as fotos são todas do Michel Téo Sin. Olha só que bacana (é só clicar nas imagens para ampliá-las).

Para quem tem um sonho

17 de fevereiro de 2011 | Lígia Fascioni

Eu sei, a gente está atrasado no relatório, mas tem muita coisa acontecendo junto com a reforma…

Por ora, vou deixar vocês com esse vídeo que recebi por e-mail do querido Verani. Ao contrário do que pensei no início, isso não é o trailer de um filme, mas uma propaganda do TC Bank de Taiwan, com 3 minutos de duração e baseada numa história real. Para ser sincera, não vi muita relação entre a história e o anunciante. Mas o resultado ficou lindo, comovente, inesquecível.

Conta a história de cinco amigos taiwaneses, com idade média de 81 anos; um não escutava mais, outro tinha câncer, três tratavam de problemas cardíacos, todos sofriam de artrite degenerativa e pareciam bastante depressivos.  Depois de 6 meses de preparação, os rapazes rodaram mais de 1.000 km em 13 dias viajando por Taiwan. E digo rapazes porque tenho cada vez mais certeza: uma moto é uma máquina do tempo disfarçada.

Olha, não tenho vergonha de dizer: meus olhos se encheram de lágrimas. Quem viaja de moto vai entender; mas quem não viaja vai entender também.

Como por algum motivo obscuro não estou conseguindo inserir o vídeo, clique sobre a figura que vai abrir uma janela nova lá no Youtube para você assistir. Imperdível.

Não é abandono não…

5 de fevereiro de 2011 | Lígia Fascioni

Algumas pessoas estão reclamando que ainda não postamos o resumo da viagem a Chiloé no site; acham que a gente abandonou o duasmotos…

Não é nada disso não, gente. É que o Conrado, nem bem chegou e já foi viajar a trabalho de novo; só voltou na semana passada. Estamos passando por uma reforma em casa e um montão de outras coisas estão rolando.

Mas a gente promete que não passa do fim de fevereiro, tá?

Obrigadão aos frequentadores do pedaço!

Rebelde sem causa

8 de janeiro de 2011 | Lígia Fascioni

Às vezes, a gente se revolta contra um fabricante e não tem razão, olha só o perigo. Essa foi a primeira viagem longa com minha bota nova, vendida como totalmente impermeável (Daytona Touring Star GTX). Depois de umas 5 horas de chuva forte, olha só a quantidade de água que saiu de dentro dela:

Minha primeira reação foi xingar muito, afinal, estava com os pés gelados e fazendo ploft ploft. Mas olhava, examinava, e não achava o furo (ainda mais nos dois pés). Então, depois de outra chuva forte, comecei a reparar melhor e finalmente descobri o que aconteceu.

Minha calça, que já está na quinta viagem, perdeu as propriedades impermeáveis. Quando molha abaixo do joelho, a água escorre por dentro da calça e se infiltra pelas meias. Como a bota é totalmente impermeável, não deixa a água sair (é um inferno para secar depois). Enfim, a culpa era da calça, não da bota. E eu já estava bolando uma carta indignada para o fabricante — já pensou o mico?

Isso me fez pensar numa das coisas que aprendi o ano passado: percepção e realidade são duas coisas diferentes. É importante não confundir as duas; o que parece óbvio merece sempre mais uma análise…

Susto dos amigos

7 de janeiro de 2011 | Lígia Fascioni

Agora que chegamos bem e não fomos atingidos por nenhum pneu, dá para contar o susto que os nossos amigos levaram (senão ia ficar um montão de gente preocupada).

É que tínhamos marcado de nos encontrar dia 5 de janeiro em Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai, para um churrasco organizado pelo Nélio (show de churrasco!). O Joel, o Maciel e o Sérgio iriam para o Ushuaia partindo de Florianópolis e nós estaríamos voltando de Chiloé.

Os viajantes foram escoltados por mais 4 amigos (Mauro, Stephan, Iran e Saraiva) que queriam dar um passeio e curtir um churrasco.

Saíram as 7 motos às 6 da matina de Floripa e, quando estavam na altura de Tubarão (BR-101), não é que uma roda inteira de uma carreta que vinha em sentido contrário se soltou completamente e atingiu a moto do Joel?

Imaginem só o susto, ver um pneu voando na sua direção. Justamente minutos antes, o Joel pediu para os companheiros irem na sua frente para que ele pudesse filmar o grupo com a filmadora que estava acoplada no cockpit da moto; por isso, acabou levando a trolada. Mas também, por coincidência, filmou tudinho, é impressionante, olha só.

Graças a Deus e à proteção das roupas e equipamentos que estava usando, o Joel está inteirinho (sofreu apenas uma luxação numa das mãos) apesar da queda espetacular. Segundo eles, voltaram todos para casa mas nem sequer desfizeram as malas e só estão esperando o conserto da moto para seguir viagem. Quem quiser acompanhar as aventuras desses bravos, é só frequentar o blog deles clicando aqui.

Acho que vou pedir para o meu Anjo da Guarda, que adora andar na minha garupa, para viajar com eles dessa vez. O do Joel estava de plantão. Ainda bem, né?

Chegamos sãos e salvos

7 de janeiro de 2011 | Conrado Seibel

Chegamos hoje por volta das 15:00, sãos e salvos (apesar do trânsito caótico na BR 101 e na entrada de Florianópolis).

Obrigado a todos que nos acompanharam na viagem e também pelo carinho e atenção dos comentários.

Volviendo…

4 de janeiro de 2011 | Lígia Fascioni

Agora sim, vamos embicar as duas motos na direção de Floripa e voltar para casa! Amanhã a gente sai da Argentina, cruza o Uruguai e chega em Santana do Livramento a tempo de encontrar os amigos que estão indo para o Ushuaia.

Vai rolar até churrasco. Vamos ver se o povo todo consegue acordar cedo no dia seguinte para seguir viagem…eheheh…

Lição de tipografia

4 de janeiro de 2011 | Lígia Fascioni

As casas aqui são numeradas de um jeito muito estiloso; as placas também têm o nome da rua (algumas, até o nome da família). Olha só uma amostra. Show, né?